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domingo, 8 de abril de 2012

Reflexões sobre ARTE

POR KALI ELISABETH CONS

Penso que Arte é transcender o instante.

É nos remeter ao "centro", é buscar o encanto.
Através do canto, do conto, da cor ou do gesto, do passo, ou da tinta, da prosa ou do verso.
Do som, do silêncio, do papel ou do vento; da imagem, da luz, da montagem,
do molde ou do espanto... Do riso e do pranto...

A Arte expressa, comenta, demonstra, suporta, alerta!
Celebra.
É e não é.
Pode ser ou não ser... "eis a questão"...
Traz prazer não só no fazer.
Mas também no ver o que pode acontecer...
Surpreender.

Enfim, novamente fica o convite.
A ideia é revisitar a Arte e suas muitas formas de expressão e ação!
Muito reestudar e também um pouco "falar"!






Kali Elisabeth Cons é arte-educadora, fotógrafa e escritora.

domingo, 19 de fevereiro de 2012

DANÇA PARALELA


(Inspirado no quadro "As quatro estrelas gêmeas" de Carlos Zemek)



As estrelas emolduram rostos na superfície do espaço.
No labirinto do tempo
linhas paralelas
marcam o destino dos astros,
enquanto acaçapados em arquipélagos de sonhos
recebemos o açoite do vento.


Somos poeira de estrelas
e nosso próprio rosto tem brilho incandescente no labirinto dos espelhos.
Poema de Isabel Furini

Para ver os quadros de Carlos Zemek clicar: www.cazemek.blogspot.com

domingo, 1 de janeiro de 2012

Clarice Lispector (homenagem)


OBSCURO RETRATO DE CLARICE (em português)


Duas Luas (torrentes impetuosas,
espelhos de paixão)
soterradas nas órbitas dos olhos
e nos lábios
agulhas de palavras (palavras fascinam
os ouvidos e o fluxo do pensamento crava
estacas na areia).

Planta rosas (carmesins e indestrutíveis rosas
que resistem a foice de Cronos).

Enfeitiçados contornos transfiguram a realidade
entre ondas e monólitos de pedra,
A Paixão segundo G.H.
quebra intrincados muros de angustias,
abrem-se perfumadas pétalas artísticas
e no orbe da solidão
é cinzelada a paixão de Clarice.


Isabel Furini

sexta-feira, 25 de março de 2011

LAS HORAS

Ese constante fluir de horas vacías
produce un cansancio pesado como el hierro.

Extenuada por la monotonía abro la ventana
para mirar la calle - me invade el viento.
Un aroma de retamas avanza sobre los viejos muebles
y hostiga los rincones de mi mente.

Engarzada en la moldura de una copia de Dalí
una telaraña improvisa coreografías,
hasta que el viento la fracciona y cae…

Nuevamente miro por la ventana.
En un frágil juego de espejos arquetípicos,
el cielo nublado, como un halcón peregrino
de alas gigantescas, refleja
ese constante fluir de horas desiertas.

Siento sabor de lejanía
en las papilas gustativas
y en los labios.


Poema de Isabel Furini, de livro inédito.

sábado, 5 de março de 2011

KAFKA


Gárgulas procuram o Processo
e o misterioso Castelo de Kafka.

Gárgulas ferozes
conspiram no silêncio,
escalam as muralhas
e descobrem invisíveis paredes de pedra e solidão.

Medos instintivos
voam por ruas ignoradas,
poeirentas,
em uma cidadela de fracassos
e desamor.

Cobras de emoções envenenam antigos alfabetos
e invadem os livros de Kafka,
(triunfantes)
reeditam o processo
(eterno)
no labirinto do tempo.
Poema de Isabel Furini de livro inédito.

***
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